Há uma luz que nunca se apaga


sábado, 7 de agosto de 2010

The Raveonettes

Para mim das melhores bandas dos ultimos anos.
São dinamarqueses e cultivam a sua musica com raízes em bandas como The Jesus and Mary Chain, Sonic Youth e My Bloody Valentine.
Formaram-se em 2002 e contam já com 5 albuns, dos quais o ultimo "In and Out of Control" que fez de mim um fan da banda ao ponto de a destacar aqui.

Aqui vos deixo Hallucinations ao vivo no City Centre Social, uma obra prima:

http://www.youtube.com/watch?v=Vx67aojtGw4

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

XTC - Drums and Wires (1979)

Toda a sonoridade do "brit indie" dos 00 não existiría sem esta banda.
Franz Ferdinand admitem publicamente que batem píveas a pensar nestes gajos.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Miscelânea

Muitas vezes acontece-me ouvir uma banda uma, duas, três vezes e não encontrar nada que me faça vibrar, e ser necessário uma quarta vez que me faz ouvi-la de uma maneira que me deixa imediatamente agarrado sem querer largar mais. Agradeço ao Bastien pela mais valia que representa para o nosso blog como um grande contador de histórias e por me ter feito encontrar a essência dos White Lies. Bastaram 3 músicas para eu arriscar dizer que poderão vir a ser grandes, ao nível de uns Interpol. Agradeço também por me ter feito descobrir um dos melhores videos que já vi: "Klaxons-Magick".

Comecei com uma homenagem a uma banda que me diz muito, e espero que, neste momento, a todos os colaboradores, seguidores e leitores deste blog. A partir de hoje a minha rubrica será sempre baseada em Música e Cinema. Vou tentar exprimir da melhor maneira o que de bom me aconteceu ao ouvir um álbum ou a ver um filme.

O primeiro álbum que destaco esta semana é "Nico-Chelsea Girl". Nico foi a musa inspiradora dos Velvet Underground, tendo depois seguido uma longa carreira a solo. Este àlbum na minha opinião é controverso. Tem músicas quase perfeitas e outras que que quase parece um final de concerto, em que se estão a desligar os instrumentos dos amplificadores em conjugação com uma voz quase desinteressante da própria Nico. Oiçam o album para terem a vossa opinião.
Deixo-vos uma das músicas que me passou um sentimento de paz e nostalgia.

Nico-Chelsea Girl (1967)
Chelsea Girls





Queria relembrar aqui um álbum por todos nós conhecido, e principalmente pela geração dos nossos pais, e que ainda hoje é um clássico.
Fica uma música que eu pessoalmente não conhecia ou já não me lembrava de a ter ouvido. Parece uma música para crianças. Acho que é daí que vem a sua magia.

The Beatles-Sgt. Pepper`s Lonely Hearts Club Band (1967)
When I´m Sixty Four




Adoro fazer descobertas de bandas novas. Esta semana tive o prazer de encontrar uma banda também da década de 60 que me deixou bem agarrado. Influência óbvia de Beatles e Bob Dylan.

The Beau Brummels-Triangle (1967)
The Painter of Women




Por fim deixo-vos um álbum que ouvi mesmo antes de escrever estas palavras. Escolhi uma música que todos voçês já ouviram de certeza absoluta. Eu já a tinha ouvido mas nunca soube quem a cantava. Linda a influência "Gipsy". Todos vão reconhece-la a partir dos 20 segundos.

Love-Forever Changes (1967)
Alone Again Or




terça-feira, 3 de agosto de 2010

Before I Jump Like a Monkey, Give me a Banana #1

Fela Kuti

Obrigado Gaspar por finalmente fazeres de mim um blogger.
Música africana é o que proponho para este debute, e se é de Musica africana que vou falar, tenho de começar pelo Maior músico africano de sempre (isto na opinião de muitos pretensos melómanos incluindo este que vos escreve agora): Fela Ransome Kuti!
Fela Kuti nasceu em 1938 na Nigéria e deixou-nos em 1997, quando ainda exibia uma vitalidade e um groove impressionantes, viveu 61 anos mas tinha música para muitos mais.
Fela foi o criador de um estilo musical que mais tarde viria a ser chamado de Afrobeat e a influenciar milhares de músicos por todo o mundo. O Afrobeat era (e é) uma fusão de Jazz com Funk, Rock Psicadélic0 (nos riffs utilizados) com música tradicional africana. Mas mesmo dentro do Afrobeat Fela tem aindo hoje um lugar especial que vai para além do papel de criador, as suas músicas eram longas, viagens musicais riquissimas que às vezes ultrapassavam os 30 minutos num só tema. Esta caracteristica foi durante muitos anos um obstáculo ao sucesso fora do continente africano, mas a sua qualidade como músico, compositor e visionário fazem dele uma enorme referência nos dias que correm, o seu legado é imenso e todos os anos os seus albuns mais antigos são alvo de reedições e homenagens.



O tema que vos sugiro nesta altura é Zombie, um dos mais importantes temas de Fela, um grito contra os soldados nigerianos considerados demasiadamente violentos e crueis, grito rapidamente transformado em hino ao groove em estado puro.

Kuti usava a música como uma arma, era o seu veículo de expressão e não se coibia de ir contra o regime Nigeriano mesmo pondo em causa a sua carreira e mesmo a sua vida, era um músico guerreiro, tinha ideias muitos proprias para o seu país e para o continente africano e usava o seu arsenal musical para para as propagar. Para nós europeus que vivemos num século 21 parco em activismo e ideias fica o incrivel groove, pronto a ser usado numa noite mais quente de férias ou num final de tarde, por exemplo num qualquer quiosque na região sul de Lisboa...

Entre os inúmeros albuns de Fela Kuti proponho que percam algum tempo com os seguintes:

Roforofo Fight (1972)
Expensive Shit (1975)
Zombie (1976)

Volto para semana com mais músicas do mundo.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Até breve...

O cronista deste espaço vai a banhos, pelo que a sua rubrica será retomada na próxima semana. Ainda assim, aqui fica uma singela homenagem aos restantes colaboradores deste projecto não editorial para quem esta faixa tanto diz: